Histórias de voluntáriosHELP Environment
“Não tenha medo. Simplesmente vá”
Julie chegou ao HELP Environment sabendo pouco espanhol e com bagagem demais. Ela conta como encontrou a OCN, como eram suas semanas e por que faria tudo de novo.

Por que você escolheu este programa?
Quando decidi fazer voluntariado no exterior, não tinha nenhum país em mente; só queria participar de um projeto ligado ao meio ambiente. Então comecei a procurar na internet ONGs em que eu pudesse atuar e acabei encontrando um site com uma lista de organizações sul-americanas.
Assim que li sobre a Otra Cosa, soube que queria ir para lá, e minha troca de e-mails com a equipe só confirmou isso. É uma ONG muito bem organizada, com projetos realmente interessantes, e a equipe e os voluntários formam um grupo ótimo para trabalhar e conviver.
“Assim que li sobre a Otra Cosa, soube que queria ir para lá.”
Em que a OCN ajudou você e o que você organizou por conta própria?
A Otra Cosa ajuda os voluntários a encontrar uma boa acomodação de acordo com suas preferências pessoais, e a coordenadora de voluntários até foi me buscar quando cheguei ao aeroporto local, em Trujillo. Fizemos um passeio pela cidade para eu me familiarizar com a região, e a equipe está sempre disponível se você precisar de ajuda.
Os voluntários compram as próprias passagens aéreas, mas, como eu disse, se você precisar de conselhos sobre empresas de ônibus ou segurança, por exemplo, sempre vai ter alguém para responder.

Que conselho você daria a quem vai participar do seu programa?
A primeira coisa em que penso quando alguém me pergunta “O que você faria diferente?” é a minha mala. Levei coisas demais e acabei não usando metade delas. Além disso, teria sido muito mais fácil viajar com uma mala menor. Mas era a primeira vez que eu viajava para tão longe e para esse tipo de programa, então agora eu sei e posso contar para os outros!
Como é um dia ou uma semana típica?
Na Otra Cosa, os voluntários trabalham cerca de 20 horas por semana, mas não há um horário fixo, porque isso depende dos projetos. Em alguns dias você tem algumas oficinas planejadas, em outros está preparando eventos, então você trabalha de acordo com a sua própria agenda.
É realmente variável, o que significa que muitas vezes dá para se organizar e participar de outros projetos, como eu fiz: dando aulas de inglês na escola ou ajudando no programa de contraturno, por exemplo. Também dá para encaixar aulas de surfe ou ir ao mercado. Desde que o trabalho esteja feito e você cumpra as horas, há bastante liberdade!
“Desde que o trabalho esteja feito e você cumpra as horas, há bastante liberdade.”
Qual era o seu maior medo antes de ir e como você o superou?
Eu estava com um pouco de medo, porque o Peru não é famoso por ser superseguro, e meu espanhol estava longe de ser bom quando cheguei. Mas, no fim, nem uma vez me senti ameaçada, e todo mundo foi prestativo apesar da barreira do idioma.
Então não tenha medo. Não estou dizendo para ser imprudente, muito pelo contrário, mas ficar apavorado vai deixar sua experiência muito menos agradável. Simplesmente vá; você não vai se arrepender! E, se tiver muita dificuldade com o idioma, sempre dá para fazer aulas quando estiver lá, e é fácil encontrar outro viajante ou alguém que fale inglês para ajudar.


